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Para os fãs de Jorge Amado, deixamos aqui nossa contribuição: matéria seguida de entrevista, publicadas pela Veja, nos idos de 1972. Só para se ter uma vaga ideia, nessa época a revista custava Cr$ 4,00, fazia propaganda de um espremedor de frutas Arno e contava, na sua equipe, com Paulo Henrique Amorim. 40 anos depois, eis as páginas que o escritor baiano ganhou na edição 223, de 14 de dezembro.

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VEJA – Qual, dos inúmeros personagens que o senhor criou, lhe agrada mais? No consenso geral o preferido parece ser Gabriela. O senhor concorda?
JORGE AMADO – Gabriela e Dona Flor são personagens com os quais os leitores facilmente se identificam, daí a popularidade. Com Teresa Batista busquei criar uma terceira figura de mulher brasileira – sensual, romântica, corajosa, sofrida, decente. Vamos ver qual a reação do público. Sinto-me ligado, é claro, a todos os meus personagens, nascidos todos de minha experiência humana, carne de minha carne, sangue de meu sangue. Aquele com o qual melhor me identifico talvez seja Pedro Archanjo, de “Tenda dos Milagres”. Existe um personagem, ou melhor um casal de personagens, Mestre Manuel e Maria Clara que, a partir de “Jubiabá”, aparece em quase todos os meus livros, inclusive no que vai sair agora [Teresa Batista…].

Fonte: Acervo Digital – Revista Veja

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