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Faleceu, no último dia 14, Paulo Cezar Saraceni. Com uma câmera na mão e muitas ideias na cabeça, o diretor deixou, como um de seus últimos trabalhos, O gerente, longa baseado no conto homônimo de Carlos Drummond de Andrade e com Ney Latorraca no elenco. Selecionamos outros 9 filmes do nosso cinema adaptados de obras literárias:

Dom, que marca a estreia de Moacyr Góes nas telonas, foi livremente inspirado no clássico Dom Casmurro, de Machado de Assis. De 2003, o filme rendeu à Maria Fernanda Cândido o prêmio de melhor atriz no Festival de Gramado:

A hora da estrela, de Suzana Amaral, chegou aos cinemas 8 anos após o lançamento do romance homônimo, de Clarice Lispector. A trajetória de Macabéa garantiu à Marcélia Cartaxo um Urso de Prata no Festival de Berlim (1986); o filme ainda coleciona prêmios do Festival de Brasília e do Festival de Havana.

O vestido, dirigido por Paulo Thiago, também teve como ponto de partida um texto de Carlos Drummond de Andrade. Trata-se do poema “Caso do vestido”. O diretor ainda registrou a admiração que sente a um dos grandes nomes da nossa literatura ao produzir, em 2002, o documentário “Poeta de sete faces”.

Lavoura arcaica, de Luiz Fernando Carvalho, foi lançado 2001; a adaptação do romance homônimo de Raduan Nassar coleciona os mais diversos prêmios (filme, direção, ator, fotografia, trilha sonora…) em vários festivais de cinema. No elenco, Selton Mello, Raul Cortez, Simone Spoladore etc.

Tieta, com direção de Cacá Diegues, é de 1996; a obra, baseada no romance Tieta do Agreste, de Jorge Amado, já havia sido adaptada para a teledramaturgia, sob forma de uma novela, em 196 capítulos. A adaptação cinematográfica tem como protagonista Sônia Braga, que já havia imortalizado outros clássicos do escritor baiano (Gabriela e Dona Flor). No filme, Jorge Amado faz uma pequena participação.

Budapeste é uma co-produção entre Brasil, Hungria e Portugal, com a direção de Walter Carvalho. Rita Buzzar foi a responsável pelo roteiro, adaptado da obra homônima de Chico Buarque. Estorvo, primeiro romance do compositor-escritor, também ganhou uma versão para os cinemas (co-produção Brasil-Cuba-Portugal), assim como Benjamin (filme dirigido por Monique Gardenberg e que revelou Cleo Pires).

O homem do ano, dirigido por José Henrique Fonseca, é uma adaptação do romance O matador, de Patrícia Melo. O roteiro ficou por conta do escritor Rubem Fonseca – que, por sua vez, teve seu livro Bufo e Spallanzani transformado em roteiro por Patrícia. Vencedor de diversos prêmios.

A cartomante, lançado em 2004, teve como inspiração o conto homônimo de Machado de Assis – um dos mais populares do escritor. A direção foi dividida por Wagner de Assis e Pablo Uranda. Interpretando o triângulo amoroso, Luigi Barricelli, Deborah Secco e Ilya São Paulo.

Vidas Secas levou às telonas o clássico da literatura nacional escrito por Graciliano Ramos. O roteiro e a direção ficaram por conta de Nelson Pereira dos Santos. Lançado em 1963, o filme foi indicado à Palma de Ouro do Festival de Cannes (1964).

[Bônus]

Vinícius é um documentário de 2005, feito por Miguel Faria Jr. Uma boa pedida para os fãs do poeta, músico e boêmio Vinícius de Moraes. “Melhor documentário” e “Melhor trilha sonora” no Grande Prêmio Cinema Brasil.

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