Tags

,

I. Eucanaã Ferraz, no blog do Instituto Moreira Sales, parte de uma campanha publicitária (“Become someone else”) para tecer algumas considerações sobre o poder transformador da literatura no leitores. Leia o post Ser aquilo com quem simpatizo e aproveite para, ademais, conferir algumas imagens da referida campanha que serviu de mote para o autor.

II. Uma proposta para o novo milênio, texto de Ricardo Piglia publicado pela revista Márgenes, em 2001, ganha tradução de Marcos Visnadi e pode ser lido aqui. Trecho: A verdade tem a estrutura de uma ficção em que outro fala. Fazer na linguagem um lugar para que o outro possa falar. A literatura seria o lugar em que é sempre outro quem vem dizer. “Eu sou outro”, como dizia Rimbaud. Sempre há outro aí. Esse outro é o que se deve saber ouvir para que aquilo que se conta não seja mera informação, mas tenha a forma da experiência.

III. Carlos H. Schroeder, via twitter, postou a capa da primeira edição de La invención de Morel, feita por Norah, irmã de Borges. Aqui.

IV. Autores e livros: Às vésperas do lançamento, em três tomos, da correspondência do escritor Julio Cortázar, cinco cartas foram disponibilizadas. Tenha acesso a elas, por aqui. (Em espanhol)

V. Na semana passada, Joca Reiners Terron publicou sua coluna no Blog da Companhia: Cotidiano do colunista sem assunto. Link. Trecho: Eu tinha separado uns 250 livros, e chamei alguém para avaliá-los. A maioria dos títulos era de autores contemporâneos. Livros muito bons, que iriam embora para que eu possa respirar enquanto trabalho. Depois de um muxoxo que antecipou a facada, o livreiro disse “Não leve a mal, mas estes autores aqui terão de envelhecer uns 20 anos para valer alguma coisa.”

VI. Nota sobre a publicação do material inédito de Fernando Pessoa, em Portugal. Os 43 textos abordam o sebastianismo e o Quinto Império. Saiba mais.

VII. José Mário Silva, que mantém o Bibliotecário de Babel, publicou uma resenha de Os malaquias, da brasileira Andréa Del Fuego. O vencedor do Prêmio Literário José Saramago (2011) foi lançado em Portugal recentemente. Leia aqui. Trecho: O que o torna fascinante é a escrita de Andréa Del Fuego, o modo como ela desmonta à nossa frente o «mecanismo do mistério», o espanto diante das formas do mundo. Esta é uma prosa elementar, feita de elipses, de frases em que só sobra o essencial (tão no osso que até se prescinde dos artigos), uma forma de narrar que fixa os mínimos detalhes: os cheiros, as texturas, as cadeias moleculares invisíveis, o brilho que as coisas têm quando estamos suficientemente atentos para as ver.

VIII. Via Casmurros: Música pop e literatura: uma tendência? Ao menos na França, Michael Jackson e Britney Spears serviram de inspiração para duas obras que se encontram na lista dos mais vendidos. Longe de biografias polêmicas, elas parecem se inspirar na vida dos ícones para retratar temáticas mais universais. Entenda melhor.

IX. Na Biblioteca de Raquel, um post sobre os livros que inspiraram os filmes do Oscar. Leia.

X.  A edição de fevereiro do jornal Rascunhos já está disponível. Nela, E. E. Cummings, Otto Lara Resende, Ítalo Calvino, as colunas de Raimundo Carrero e Carola Saavedra, uma entrevista com Paulo Scott e mais.

XI. Livros e afins apresenta algumas ilustrações de D. Quixote, datadas de 1939, publicadas no humorístico Le Rire. Veja.

XII. Dentro de alguns dias, para vocês, a quarta edição de Macondo!

Anúncios