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Com os leitores digitais ganhando o mercado, os e-books se tornam cada vez mais populares e figurativos em nossa realidade. A verdade é que, contra todas as apostas, eles já foram adotados por um número de leitores demasiado representativo. Particularmente, e ignorando os contras de se trocar o livro impresso por uma versão digital, não encaro a situação como uma nova era – ou como o fim dos modos convencionais de leitura. Os e-books só vieram acrescentar e tornar as publicações mais acessíveis.

É claro que, como todo produto cultural comercializado, não raras são as cópias “piratas” (um problema recente no Brasil, mas que já é motivo de preocupação em muitos países) de livros clássicos e, principalmente, recém-lançados. O fato é que nos acostumamos a recorrer a sites de busca e hospedagem de arquivos por títulos que, às vezes, são oferecidos gratuitamente – e estamos falando de edições confiáveis – em algumas bibliotecas digitais.

O mais conhecido e, infelizmente pouco acessado, é o Domínio Público. O sítio, além de textos completos, oferece imagens, vídeos e sons. A obra completa de Machado de Assis encontra-se toda lá, desde 2008, ano no qual foi comemorado o centenário de morte do autor. Ademais, títulos de Fernando Pessoa e Florbela Espanca também estão disponíveis.

Para os adoradores da literatura em língua espanhola, recomendo a Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes, que planeja ampliar, em breve, o seu acervo. Há, por fim, a Biblioteca Ayacucho Digital, criada na Venezuela e com clássicos valiosos (como o Popol Vuh e os registros de Garcilaso de la Vega).

*Post originalmente publicado no blog iletrad0

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